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ATIVIDADES - Concurso de Poemas da Casa do Poeta de Canoas - Edição 2009 Retornar Retornar
CONCURSO DE POEMAS DA CASA DO POETA DE CANOAS
1º LUGAR - Categoria: Adulto
LAÉRSON QUARESMA DE MORAES
Pseudônimo: Clênio Olivaes
Campinas/SP
DE CAPÃO A CANOAS
Corre o ano de mil oitocentos e trinta e três.
No Sul do Brasil - Colônia, terra dos Índios Tapes.
Chega o conquistador Francisco Pinto Bandeira
e funda a Fazenda Gravataí, ficando ali de vez.
Sucedem-no o parente Rafael Pinto e a Brigadeira...

Mil oitocentos e setenta e um (quanta emoção):
A estrada férrea “São Leopoldo/Porto Alegre”
cruzará pelo “centro” das terras da Gravataí!
Em setenta e quatro se constrói uma estação
(prenúncio da hoje “Canoas” que surgirá daí)...

Rio dos Sinos. Matagal. Caça e pesca abundantes...
Homens fazem canoa de enorme árvore tombada!
Exemplo seguido e o nome do local se fortalecia:
“Capão das Canoas” — que seguirá a sina vaticinada!

“Próxima da Capital e bem servida pelo trem...”
O major Vicente F. S. Freire tem um lampejo:
“- Lotearei a Gravataí para chácaras de veraneio...
Isso trará gente e progresso; é o que antevejo...”

Escolas, igrejas, comércio, granjas e mil melhorias.
O Terceiro Regimento de Viação Militar se instala.
Com razões firmadas, Victor Hugo Ludwig se dirige
ao general Flores da Cunha, Interventor, que decidiria
por emancipar ou não CANOAS — como a Lei exige...

Vinte e sete de junho de mil novecentos e trinta e nove:
A alegria impera em todos os corações, almas e lares,
pois o “Capão das Canoas” fez-se uma cidade pujante
que singra mares e desafios com a garra que promove
a paz, progresso, beleza, cultura e o amor tão cativantes!
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