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INTROSPECÇÃO |
| Nemézio
Miranda de Meirelles (*) |
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A vida se me vai para o acaso
Mas prezo este ideal que a mim inflama:
O ideal que não tem espaço ou prazo
E queima em mim como agradável chama.
Não tenho este ideal por mero acaso,
Pois meu ser o cultiva e o proclama
E busca reduzir todo o atraso
De um tempo que se foi em vaga trama.
Não maldigo o castigo que redime,
Pois o bem que nos traz é tão sublime
Que a vida nos dá gosto de viver.
Sorrio por ter feito os bens que fiz
Lamento não ter feito os bens que quis
E ter custado tanto a me entender... |
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| (*) Sobre Nemézio Miranda de Meirelles |
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| Natural de Salvador, Bahia, Nemézio Miranda de
Meirelles nasceu em 19 de dezembro de 1913. Aos 16 anos, foi
revisor do Diário da Bahia, em Salvador. Aos 18, em 1932,
foi para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, fazia parte de um
grupo de jovens idealistas que fundou a edição O
Ideal, no bairro Marechal Hermes. Meirelles chegou em
Canoas em 1935, transferido da Escola de Aviação
Militar, sediada em Campo dos Afonsos, no Rio de janeiro. Em
1953, formou-se em Odontologia pela UFRGS - Universidade do Rio
Grande do Sul. Exerceu a profissão até 1965, em
Porto Alegre e Canoas. Casou-se com Filomene Nienow, com quem
teve dois filhos: Flávio (1938 - 2000), e Ângela
(1949). Fundou O Cruzeiro, o primeiro jornal de
Canoas. Em 8 de agosto de 1985, recebeu da Câmara de
Vereadores, por iniciativa do então vereador Ivo Lech,
uma homenagem pelo cinqüentenário da imprensa
canoense, sendo agraciado como Patrono da Imprensa. Em 2001, foi
patrono da 17ª Feira do Livro de Canoas. Meirelles foi
agraciado com a Medalha Duque de Caxias pelo Exército
Brasileiro e recebeu do Ministério da Aeronáutica
Brasileira três condecorações: Medalha
Santos Dumont, Cavaleiro da Ordem do Mérito e Membro
Honorário. O escritor preside a Academia Canoense de
Letras, a qual criou e é co-fundador da Associação
Canoense de Comunicação Social. Fundou e presidiu
a liga Atlética Canoense, que dirigia o voleibol, o
basquete e o atletismo. Foi diretor do Interior da Federação
Rio-Grandense de Futebol e diretor na Federação
Atlética Rio-Grandense (Farg), cargo no qual desempenhou
a missão de receber e acompanhar as delegações
estrangeiras participantes do Campeonato Sul-Americano de
Voleibol. Como atleta, foi campeão de voleibol pelo Exército,
no Nordeste (6º R.M.), campeão universitário
gaúcho e campeão regional. No basquete, foi campeão
canoense muitas vezes e campeão regional. No futebol foi
campeão canoense vários anos. Praticou capoeira,
box, luta-livre e jiu-jitsu. Disputou provas de corrida de
fundo, como a São Silvestre de 1932, pelo Botafogo
carioca, como preparativo para as Olimpíadas de 1932, nos
Estados Unidos. A revolução paulista desfez o
sonho e a aspiração de competir com os melhores do
mundo. Além de dirigente e atleta, foi árbitro de
futebol , voleibol e boxe, no Rio de Janeiro e em várias
cidades do Rio Grande do Sul. A Liga Canoense de Futebol
concedeu-lhe o título de Presidente Benemérito,
por unanimidade de votos, em reconhecimento ao seu trabalho em
prol do esporte canoense. Cidadão Canoense Honorário,
Meirelles é o único remanescente dos que lutaram
pela emancipação política de Canoas.
Militar no ar e em terra, disciplinado e disciplinador, foi também
suplente de deputado federal. Escritor, pensador, palestrante e
jornalista, contactou pessoalmente com importantes vultos e
personalidades, como Ruy Barbosa, Santos Dumont, vários
presidentes da República, Sacadura Cabral e Gago Coutinho
(os primeiros aviadores a atravessar o Atlântico), além
de testemunhar grandes fatos e acontecimentos da História
do Brasil. Publicou os livros Sonetos e Sonatas e Raios
da Luz, além de ser autor de inúmeros
artigos em jornais e revistas do RGS e do Brasil. Lançará
o seu novo livro "Estrelas cadentes" durante a 24ª
Feira do Livro de Canoas / 2008. |
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